Kátia Abreu quer renúncia de Haddad para que Ciro Gomes dispute contra Bolsonaro

Proposta de Kátia se baseia no artigo 77 da Constituição Federal, que no inciso 4º diz que “se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação”

A candidata à vice-presidência na chapa de Ciro Gomes (PDT), senadora Kátia Abreu, sugeriu nesta quarta-feira que o candidato petista, Fernando Haddad, desista do segundo turno. O objetivo de sua proposta é que o petista, assim, abra espaço para que Ciro seja o adversário de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno.

Segundo senadora, PDT só deu apoio crítico ao PT para ‘não dar uma de Pôncio Pilatos’, para não lavar as mãos diante da ameaça e fascismo que Bolsonaro pode representar
Segundo senadora, PDT só deu apoio crítico ao PT para ‘não dar uma de Pôncio Pilatos’, para não lavar as mãos diante da ameaça e fascismo que Bolsonaro pode representar

“Será que o PT e Haddad não vão perceber que estão aprofundando a divisão dos brasileiros? Só Ciro pode vencer o fascismo e salvar a democracia no Brasil”, postou ela, em seu Twitter. Minutos depois, Kátia postou uma imagem da pesquisa Datafolha, que aponta Bolsonaro com 58% das intenções de votos válidos, ante a 42% de Haddad. “Sei que o PT não fará, mas Haddad pode, em favor da democracia”, acrescentou a senadora, que foi ministra da Agricultura no governo de Dilma Rousseff.

A proposta de Kátia Abreu se baseia no artigo 77 da Constituição Federal, que no inciso 4º diz que “se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação”. “A lei é clara. Se ele renunciar à sua candidatura, Ciro Gomes é o candidato. E é o único capaz de vencer Bolsonaro”, justificou.

Neutralidade

A senadora afirmou que manterá a neutralidade no segundo turno, apesar de o PDT ter declarado “apoio crítico” a Fernando Haddad. “O PDT só deu apoio crítico ao PT para não dar uma de Pôncio Pilatos, para não lavar as mãos diante da ameaça e fascismo que a outra candidatura representa. O PT que tinha uma causa lá atrás não existe mais, não vale a pena defender.”

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