Haddad responde a 32 processos por improbidade, superfaturamento e caixa 2

Pústula moral do substituto de Lula na corrida presidencial é exposta em reportagem de capa que a revista IstoÉ publicou semana passada

O candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad, responde na Justiça a 32 processos que vão desde recebimento de dinheiro no âmbito da Lava Jato a improbidade administrativa e superfaturamento de obras.

Se vencer o segundo turno da acorrida presidencial e, lá na frente, for condenado Haddad cederá a presidência da República a ninguém menos que Manuela D’Ávila, uma comunista de carteirinha

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Esta grande pústula moral do substituto de Lula na corrida presidencial é exposta na reportagem (de capa) intitulada “Haddad, o candidato de 32 processos” que a revista IstoÉ publicou semana passada (quinta-feira, 04/10).

A revista detona o petista. De acordo com a publicação, “Fernando Haddad não foi escolhido pelo presidiário Lula para substituí-lo na corrida presidencial por acaso”. A revista ressalta que o presidenciável “carrega o mesmo DNA dos malfeitos de seu padrinho político encarcerado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, desde abril”.

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Na reportagem, a IstoÉ destaca que o candidato petista é um dos “campeões da ficha de ilícitos cometidos na vida pública (…) de extensa folha corrida”, e vai além: “Haddad, já é réu em dois processos, é acusado de receber dinheiro de caixa dois de empreiteira condenada na Operação Lava Jato, denunciado por crimes de improbidade administrativa, suspeito de superfaturamento de obras e serviços, acusado pelo desvio de recursos e até da aplicação ilegal de dinheiro público”.

Ainda segundo a revista, o envolvimento direto de Fernando Haddad em inúmeras irregularidades fez com que o presidenciável do PT se cercasse na campanha rumo ao Palácio do Planalto, a mando de Lula, de assessores e coordenadores igualmente processados por crimes no Petrolão, “dando indicativos concretos de que o partido reativará – num eventual futuro governo – a máquina de corrupção azeitada durante os 13 anos de PT no poder”.

“Pior. Além do risco de retrocesso ético, a eleição de um novo poste de Lula para o cargo de presidente resgatará a ameaça da ineficiência e da incompetência administrativa que marcou a gestão de Haddad tanto à frente da Prefeitura de São Paulo como do Ministério da Educação”, destaca a publicação.

Caixa dois

A reportagem ressalta que Haddad sempre alardeou pautar sua vida pública pelo caminho da retidão. “A narrativa, como quase tudo no PT, não para em pé”, reforça a matéria. “Basta jogar uma lupa sobre sua vida pregressa para se perceber que o presidenciável petista é lobo com cútis de cordeiro. Ou seja, encontra-se tão encrencado quanto seus padrinhos políticos petistas”, diz a revista.

A pedido da revista, a empresa de gestão de informações jurídicas Kurier Analytics levantou a “ficha corrida” de Haddad na Justiça e catalogou a existência de mais de três dezenas de processos contra o ex-prefeito de São Paulo, apurando o número da ação, a vara em que está ajuizada a causa e os motivos dos procedimentos.

A reportagem diz ter acessado, um por um, os processos. Na relação, apenas não constava a 32ª ação contra o petista, por correr na Justiça Eleitoral. Ela versa sobre o recebimento de caixa 2 na sua campanha a prefeito em 2012. Essa denúncia, formulada pelo promotor Luiz Henrique Dal Poz, foi aceita pelo juiz Francisco Shintate.

Como desdobramento da Operação Lava Jato, o ex-prefeito é acusado, de acordo com a revista, de ter recebido, em 2013, R$ 2,6 milhões da Construtora UTC para o pagamento de uma dívida contraída junto a gráficas. O dinheiro supostamente não foi contabilizado e teria chegado ao PT por meio do doleiro Alberto Youssef, segundo delação do ex-presidente da empreiteira Ricardo Pessoa.

Como contrapartida, a Constran, do grupo UTC, teria ganho uma licitação de R$ 417 milhões promovida pelo prefeito para a construção de um terminal rodoviário em Itaquera, de acordo com denúncia do promotor Marcelo Mendroni.

Dívidas

“As contas de campanha de Haddad, na verdade, sempre foram uma espécie de caixa de Pandora do petista”, destaca a publicação. “Na campanha à reeleição para prefeito em 2016, Haddad ficou devendo R$ 2,1 milhões para o publicitário Giovane Favieri, da F5BI, em razão da locação de equipamentos de edição de vídeos”, reforça.

Segundo a IstoÉ, Favieri, investigado pela Operação Lava Jato por receber dinheiro sujo em campanhas eleitorais, inclusive para o PT, entrou na 6ª Vara Cível com ação para recolher o débito. No último dia 16 de agosto, o PT fez acordo para ele ganhar o valor em parcelas até 2020.

“O mais suspeito, contudo, é que, no último dia 25, Favieri recebeu outros – ou seriam os mesmos? – R$ 2,1 milhões oriundos do caixa da campanha presidencial de Haddad, conforme registrado no TSE, também a título de locação de equipamentos para edição de vídeos”, afirma a matéria.

Superfaturamento

Num único exemplo de gestão de Fernando Haddad à frente da maior cidade do país, os prejuízos aos cofres públicos superaram os R$ 5 milhões.

Segundo denúncia do Ministério Público de São Paulo, a construção de um trecho de 12,4 km da ciclovia Ceagesp-Ibirapuera pelo valor de R$ 54,78 milhões foi feita sem a devida licitação, sem projeto executivo e com preço superfaturado. Os promotores afirmaram que cada quilômetro da ciclovia feita entre 2014 e 2015 na gestão Haddad custou R$ 4,4 milhões, valor 613% maior do que os R$ 617 mil pagos por quilômetro pela gestão do antecessor Gilberto Kassab (PSD) para fazer trecho de ciclovia na mesma região da cidade.

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