Dentista é condenado a pagar R$ 16 mil a paciente por usar “superbonder” em implantes em Cuiabá

Uma paciente que pagou por três próteses dentárias será indenizada em mais de R$ 16 mil após os implantes provisórios “caírem” na ocasião em que iria substituí-los pelo material definitivo. De acordo com informações dos autos, o dentista, que atuava na clínica Prodente Serviços Odontológicos Ltda, utilizou “super bonder” no procedimento.

De acordo com informações dos autos, o paciente “M.E.J.A”, contratou em 2013 os serviços do dentista G.M.S, que atuava na Prodente Serviços Odontológicos, para a realização de três implantes dentários. Na data da cirurgia, realizada no dia 19 de novembro daquele ano, M.E.J.A. pagou R$ 990,00, além de deixar 15 cheques de R$ 600,00 cada um.

Porém, cinco meses após o procedimento, os implantes começaram a apresentar problemas. “Alega que primeiramente fez a cirurgia para colocar três implantes provisórios e não teve problemas, contudo, após cinco meses, quando retornou ao consultório para colocar o restante das próteses provisórias, as próteses antigas começaram a cair, causando enorme desconforto e constrangimento”, diz trecho da ação.

O paciente, em seguida, procurou o auxílio de outro profissional, que afirmou que as próteses colocadas não eram definitivas, aconselhando-a a informar o caso ao Conselho Regional de Odontologia. “Relata que retornou ao consultório para colocar as próteses definitivas, que deveriam ser de porcelana. Ao terminar o tratamento, conta que não gostou do resultado e procurou outro profissional para auxiliá-la.

Ao consultar com outro dentista, este lhe informou que as próteses colocadas não eram nem definitivas, nem de porcelana, e aconselhou que a autora buscasse o Conselho Regional de Odontologia e denunciasse o ocorrido”, diz a denúncia.

O juiz determinou a devolução dos valores pagos pelo tratamento no montante de R$ 5,8 mil acrescidos de juros de 1% ao mês, além de correção monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor INPC), a partir do ocorrido, em 31 de janeiro de 2014. O magistrado também condenou ambos – dentista e clínica – ao pagamento de R$ 10 mil a título de danos morais acrescidos de juros de mora de 1% ao mês a partir do evento danoso, em 31/01/2014, e correção monetária pelo INPC a partir da data da sentença.

 

FONTE: Folha Max

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