Uso das redes sociais será intenso no pleito de 2018

Recente pesquisa indica que 56% dos brasileiros entendem que as redes sociais terão algum grau de influência na escolha do candidato, enquanto 36% responderam que elas terão muita influência

As redes sociais serão uma ferramenta poderosa para os candidatos majoritários e proporcionais no pleito de 2018 e terão papel fundamental na busca pelo voto.

De baixo custo e com bom poder de pulverização de informações, as redes sociais já vem sendo utilizadas em profusão por profissionais de marketing em todo o planeta.

Nas eleições deste ano, o grande diferencial será o impulsionamento pago dos conteúdos, que não era possível em 2016
Nas eleições deste ano, o grande diferencial será o impulsionamento pago dos conteúdos, que não era possível em 2016

Na política, o uso das redes sociais começou a ganhar destaque em 2008 nos Estados Unidos, na campanha de Barak Obama para o seu primeiro mandato na Casa Branca.

Nas eleições deste ano, o grande diferencial será o impulsionamento pago dos conteúdos, que não era possível em 2016. O custo bem abaixo em relação aos demais meios e a restrição financeira das campanhas com a proibição do financiamento por empresas tende a aumentar o uso de inteligência de dados.

Nos grandes centros, como São Paulo, a opinião ainda é de que a televisão continua sendo o principal meio de difusão de informações, mas a convicção da utilidade das redes sociais e de aplicativos como o whatsapp já leva marqueteiros a pensarem campanhas de acordo com a nova tendência.

Em novembro do ano passado, o Ibope realizou pesquisa que mostrou o poder de influência da internet. Segundo o levantamento, 56% dos brasileiros disseram que as redes sociais terão algum grau de influência na escolha do candidato, enquanto 36% responderam que elas terão muita influência.

O publicitário paulista Marcelo Vitorino, que trabalhará nas eleições deste ano, disse em entrevista à imprensa paulistana que a possibilidade de patrocinar o impulsionamento permitirá atingir, de fato, os públicos que a campanha quer focar, complementando o alcance da televisão.

Já para o coordenador do curso de MBA em Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas, André Miceli, o patrocínio de posts diminuirá a importância do tempo de televisão para a parcela da população com maior acesso à internet e às redes sociais.

Em outro estudo realizado, desta vez pelas agências We Are Social e Hootsuite, foi constatado que os brasileiros gastam todos os dias, em média, nove horas e 14 minutos navegando na Internet. A mesma pesquisa apontou que 130 milhões de brasileiros utilizam o Facebook, sendo mais de 90% via smartphone.

Outra revelação dos estudos é que o YouTube é a rede social de maior uso, com 60% dos entrevistados declarando preferência pela plataforma de vídeos, enquanto outros 59% declararam que utilizam o Facebook.

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