Câmara aprova projeto que inclui trecho da MT-358 no PNV

Matéria, agora, está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça do parlamento federal.

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 8.986/2017, que inclui no Plano Nacional de Viação (PNV) trecho da MT-358 no Chapadão do Rio Verde, em Tangará da Serra. A matéria, agora, está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça do parlamento federal.

Más condições de trafegabilidade da MT-358 costumam resultar em grandes prejuízos
Más condições de trafegabilidade da MT-358 costumam resultar em grandes prejuízos

A proposta de federalização do trecho foi apresentada pelo tangaraense Rogério Silva (MDB), que atuou na Câmara dos Deputados entre julho e novembro do ano passado. Silva é vereador em Tangará da Serra.

De acordo com o projeto original, a inclusão no PNV compreende o trecho desde o entroncamento MT-358 com a BR-364, na localidade de Itanorte, em Tangará da Serra, até Comodoro, incluindo a confluência com a MT-388, em Nova Lacerda. O trajeto integra também os municípios de Reserva do Cabaçal, Jauru e Pontes e Lacerda.

Segundo o autor da matéria, a pavimentação do trecho representará uma importante obra de integração regional numa área de grande potencial produtivo, além de proporcionar conexão com dois corredores de exportação, em direção a Cáceres (sudoeste) e Porto Velho (noroeste). “É evidente que este trecho é fundamental para o desenvolvimento econômico regional, pela capacidade produtiva daquela região, pelos empregos e pelos impostos que arrecada”, destacou.

Produção e dificuldades

Segundo a Associação dos Produtores do Chapadão do Rio Verde, as más condições de trafegabilidade da MT-358 costumam resultar em grandes prejuízos.

As perdas são ocasionadas por atoleiros, com reparos emergenciais por conta própria e atrasos na saída das carretas para escoamento. Ainda segundo a entidade, os caminhoneiros também amargaram grandes prejuízos, com perda de tempo (algumas carretas chegaram a somar 20 dias paradas) e despesas mecânicas.

As principais culturas são: soja (220 mil toneladas em 70 mil hectares), milho (160 mil toneladas em 30 mil hectares) e algodão (75 mil toneladas em 13 mil hectares). As demais culturas são arroz, girassol, milho pipoca e feijão, que somam perto de oito mil toneladas, além da produção de 5 mil hectares de eucalipto e 10 mil cabeças de gado.

Para se ter uma ideia, na safra 2016/2017, o faturamento com a atividade produtiva na região do Chapadão passou dos R$ 500 milhões, gerando uma arrecadação de R$ 7,4 milhões com o Fundo Especial para o Transporte e Habitação (Fethab), sem contar o transporte de gado. A atividade produtiva na localidade resulta em aproximadamente 1.000 empregos diretos.

Além da grande produção, os produtores rurais e pecuaristas da região desembolsaram nos últimos cinco anos um montante superior a R$ 30 milhões com investimentos em infraestrutura, incluindo melhorias em estradas, estruturas de armazenagem e benfeitorias em geral.

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