Sem o Posto de Saúde, pacientes do “Joaquim do Boche” são atendidos em barracão improvisado

Por medida de segurança, o Corpo de Bombeiros, interditou há um ano, o prédio da Unidade Básica de Saúde, ao constatarem uma série de problemas estruturais, que colocam em risco a segurança dos usuários.

“A situação é precária, nós estamos abandonados”. A definição é do produtor rural, Miguel Farias, sobre à realidade dos atendimentos em Saúde, no Distrito São Joaquim do Boche, em Tangará da Serra.

Por medida de segurança, o Corpo de Bombeiros, interditou há um ano, o prédio da Unidade Básica de Saúde, ao constatarem uma série de problemas estruturais, que colocam em risco a segurança dos usuários.

Desde a interdição, a comunidade enfrenta dificuldades quando precisa de atendimento médico. O Distrito, fica localizado em uma área rural, a cerca de 20 quilômetros da cidade. Com o bloqueio do postinho, foi improvisado no salão da igreja católica, um consultório médico, mas conforme o morador, o espaço também está em condições precárias. “Aquele espaço está bem deteriorado, a estrutura não presta, está pior que o outro lugar que foi interditado”. Reforça.

Medicamento é outro problema destacado pelo usuário. Segundo ele, os moradores enfrentam dificuldades quando precisam de algum remédio. Ele conta, que a distribuição só é feita na cidade e muitas vezes quando conseguem ir até à unidade central, não encontram o produto. “A maioria, quando pega a receita médica, tem que comprar do próprio bolso, porque sair daqui, pra ir até a cidade é longe, e correr o risco de chegar lá e ainda não encontrar o que precisamos, fica bem difícil”. Destaca.

Sobre a reforma, o secretário de Saúde, Itamar Bonfin, diz já ter um relatório da obra, orçada em R$219,00, mas, o projeto, depende do Ministério da Saúde, que ainda não liberou o recurso. Devido à urgência, garante, que farão reparos emergenciais. “A comunidade do Joaquim do Boche, pertence ao Distrito de Progresso, todos os atendimentos são de responsabilidade daquela área. Nós entendemos à necessidade de terem ali concentrados os atendimentos, para isso, faremos com o suporte da Secretaria de Obras, a limpeza, reparos no telhado e pintura, mas, não temos um prazo determinado, por dependermos da agenda de trabalhos da SINFRA”. Conclui.

Quanto à distribuição de medicamentos, Bonfin, afirma que o repasse só pode ser feito, por um farmacêutico. “Por recomendação do Ministério da Saúde, os medicamentos só serão entregues pelo próprio farmacêutico. Estamos providenciando um profissional que irá acompanhar o médico, nos atendimentos à comunidade, pelo menos, uma vez por semana, para resolver essa situação”. Enfatiza.

 

 

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